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                    <title>TIGblogs - Ionara Silva's TIGBlog</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/</link> 
                    <description>What's on the minds of young leaders from around the globe?</description> 
                    <language>en-us</language> 
             
                <item> 
                    <title>Direitos Humanos: realidade ou utopia?</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/478405</link> 
                    <description><![CDATA[O ministro Paulo de Tarso Vannuchi defende que a educação em direitos humanos deve ser prioridade dos governos e da sociedade<br />
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Desde 2005, o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo de Tarso Vannuchi, procura levar adiante a sua missão, dia após dia: a de reconstruir o diálogo do governo com a sociedade civil e com os movimentos de defesa dos direitos humanos, como também conquistar mais espaço para sua pasta.<br />
Jornalista, cientista político e preso político, por cinco anos, pelo regime militar em São Paulo, o ministro Paulo de Tarso foi um dos 34 signatários do amplo dossiê entregue ao presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, em 1975, com os nomes de 233 torturadores, descrevendo os métodos de tortura, as unidades onde eram praticadas, e apresentando uma primeira lista geral dos assassinados desde 1964.<br />
Trabalhou na equipe que realizou, sob sigilo, o projeto de pesquisa Brasil: Nunca Mais, um levantamento das torturas e dos assassinatos praticados pelos organismos de repressão política durante o regime militar.<br />
Em entrevista especial a Revista Viração, ele bateu um papo sobre educação em direitos humanos e como a mídia, as ONGs, empresas privadas, Estado e a sociedade civil podem contribuir para a promoção e disseminação do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Na conversa, também fez uma avaliação do primeiro mandato do governo Lula no que se refere aos direitos humanos: "O grande gol do governo foi ter colocado como prioridade o combate à pobreza e à fome".<br />
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O que é Direitos Humanos?<br />
- O dicionário da língua portuguesa aponta mais de oitenta definições para a palavra "direito", mas em nenhum momento faz referência ao termo "direitos humanos" que, no entanto, não tem uma definição categoricamente correta. Direitos humanos é, sobretudo, a afirmação da vida em sua diversidade. É, portanto, essencialmente, a defesa da vida e da dignidade humana.<br />
Um dos direitos essenciais à vida, por exemplo, é a alimentação. É direito da mulher que está amamentando levar o seu bebê para onde quer que vá e que tenha preferência de atendimento em órgãos públicos, bancos, hospitais, etc. Na verdade é mais que um direito. É uma questão de humanidade, um direito humano.<br />
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O que é preciso para que os direitos humanos sejam, de fato, respeitados?<br />
- Para que os direitos humanos sejam incorporados no cotidiano dos cidadãos e cidadãs com o devido respeito e prioridade acredito que uma das principais apostas deve ser o investimento na educação. A educação é um instrumento de transformação cultural, de afirmação de valores solidários, de afirmação da vida e da diversidade. A Declaração dos Direitos Humanos diz: livres e iguais em direitos nascem todos os homens. Para isso, devemos garantir que aqueles que sofrem mais violações tenham atenção especial. E não estamos falando de minorias.<br />
As mulheres e os afrodescendentes, por exemplo, correspondem a mais de 50% da população brasileira. Quando falamos em deficiência, não falamos de uma minoria. Hoje são mais de 24 milhões de pessoas com deficiência em todo o país. Precisamos criar conceitos de várias "maiorias". Os direitos humanos cuidam de todos esses grupos. Pegando a questão da diversidade sexual: apesar de não haver estatísticas acreditamos que a população GLBT represente cerca de 10% da população, ou seja, 18 milhões de brasileiros. Igualmente os idosos com mais de 60 anos já atingem esse patamar e a expectativa de vida está aumentando. Cada segmento tem suas particularidades e essas devem ser respeitadas.<br />
O Brasil jamais será uma nação democrática enquanto houver desigualdades. A regra número um da democracia é a igualdade de direitos.<br />
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Como trabalhar isso tudo dentro da sala de aula?<br />
- Para mudar a cultura nacional temos que fazer com que a educação incorpore os direitos humanos em cada nível. Na pré-escola, a professora tem que observar nas brincadeiras a partilha, incentivando a cooperação, o companheirismo. O machismo começa a aparecer. Homem não chora. Homem brinca com carrinho, mulher de casinha. Depois, as brincadeiras observando o racismo.<br />
Da fase lúdica da educação até a pós-graduação, têm que entrar as noções de direitos humanos.<br />
É preciso investir em pesquisa em direitos humanos, no curso de Jornalismo, História, Sociologia, Educação Física, Direito. Imagine se tivessem no Brasil 200 pós-graduandos de Direito fazendo pesquisa sobre tortura nos presídios, vendo de perto, ouvindo os presos.<br />
Todo o currículo escolar oficial deveria ter a temática de direitos humanos. Nos cursos que têm adota-se como disciplina separada. É preciso, efetivamente, incluir a temática na educação como um todo.<br />
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De onde vem a violência policial que causa a morte de tantos jovens?<br />
- É um instrumento de repressão que vem dos sistemas políticos tradicionais que não foram democráticos. É um poder a serviço da elite dominante para exercer o controle, seja no sentido político, no sentido da legalidade penal. A lei no Brasil, até 1888, permitia ter escravos, proibia o escravo de fugir. O direito humano essencial de ir e vir era negado, então a lei era ilegítima.<br />
A pobre democracia brasileira que começou a funcionar em 1988 ainda era repressora. Mas, estamos começando a avançar. Em 506 anos de existência, há apenas 18 anos o País tem uma constituição democrática.<br />
Dentro das academias de polícia tem o módulo de direitos humanos. Só que às 10h da manhã ele acaba e entra o módulo de abordagem que começa com o treinamento de golpes, ou seja, com violência. Não dá para a polícia ter noção de democracia, de direitos humanos nesse contexto. Direitos humanos têm que estar presentes em toda a formação do policial.<br />
<br />
E o papel da mídia na Educação em Direitos Humanos?<br />
- A mídia, nesse momento, é a área mais essencial para promover essa discussão. A Rede Globo, por exemplo, tem incorporado nas suas produções temáticas como a síndrome de down, a discussão sobre a reforma agrária, a homofobia, a questão racial etc. As rádios estão muito concentradas em interesses comerciais. Em algumas cidades, elas só sobrevivem com o dinheiro do prefeito. Isso tem se tornando um agravante tendencioso que realimenta todos os preconceitos.<br />
Recentemente no Rio de Janeiro uma herdeira da empresa Gerdau foi assassinada por um adolescente e um certo jornal colocou em primeira página a foto dele, sem tarja, com o nome, e, em baixo, dizia: "O jornal tem consciência de que a lei brasileira proíbe a divulgação de fotos de adolescentes infratores, porém para expressar a indignação da sociedade esse jornal resolveu divulgar a foto". Ou seja, violou a lei para surfar na onda da indignação do leitor que vê na morte da mulher bonita, da elite, motivos para diminuir a maioridade penal, entre outras medidas paliativas e passionais.<br />
O que nós temos feito é nada mais do que um começo. É um mundo para ser construído. Na hora que a gente conseguir convencer os veículos de comunicação a fazerem vinhetas sobre os direitos humanos as coisas podem começar a mudar e isso só será real quando a sociedade começar a incorporar.<br />
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Qual o papel das organizações sociais e das empresas na promoção dos direitos humanos?<br />
- As ONGs cumprem um papel que, muitas vezes, o governo não tem condição de fazer porque o Estado, por sua natureza, não pode ser numericamente extenso, já que fica muito caro manter toda essa máquina. É muito importante dizer que as ONGs não são Estado. Como exemplo, temos a Revista Viração: um grupo de jovens que desenvolvem um trabalho de conscientização. Então o governo chama esse grupo e propõe uma atuação conjunta. Os jovens da Viração têm capilaridades, vocês estão vivendo na sociedade como membros da sociedade e não como agentes do Estado.<br />
Já o setor privado no Brasil têm duas importantes instituições, o Instituto Ethos e o GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), que mobilizam e sensibilizam as empresas a destinarem seus recursos a projetos em prol da comunidade. Crescentemente, as empresas estão publicando os seus balanços anuais mostrando para a sociedade quanto e onde foram aplicados estes recursos. Instituições como estas são importantís¬simas para todo esse processo.<br />
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Quais foram os avanços no governo Lula em Direitos Humanos?<br />
- O grande gol do governo foi ter colocado como prioridade o combate à pobreza e à fome. O Brasil já tinha políticas de direitos humanos, só que colocadas como de um outro departamento. Como assim? A Alimentação é ou não um direito à vida? Como a mulher pode reivindicar os seus direitos se ela não tem o que comer em casa, o que dá para os filhos se alimentarem. Como vamos falar dos direitos da criança e do adolescente para uma criança, que no Nordeste, ate 20 anos atrás, tinha um alto índice de mortalidade infantil e desnutrição. São questões que precisam ser enfrentadas e que estamos enfrentando. O Brasil vive hoje o menor índice de desigualdade social dos últimos 30 anos. Mas é preciso avançar.<br />
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E a educação em direitos humanos?<br />
- Todo o nosso Plano de Educação em Direitos Humanos foi feito conforme uma recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) para que os Estados partes fomentem a educação como um instrumento de transformação cultural.<br />
Nossa proposta é fazer revisões periódicas. Não dá para um Plano como esse durar dez, vinte anos. É preciso que se faça uma revisão de três em três anos. Como fazer isso? Promovendo encontros e discussões. Estamos incentivando e estimulando o debate junto à sociedade. Temos de fomentar o potencial transformador da educação. Esse é um processo que está apenas começando e todos nós temos a nossa contribuição a dar.<br />
*Integrantes do Virajovem Brasília, um dos 17 conselhos editoriais jovens da Vira espalhados pelo Brasil<br />
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Trajetória política<br />
• 1968 - Recebe do governador de São Paulo, Abreu Sodré, prêmio pelo 1o lugar em concurso estadual de estudantes secundaristas sobre a obra de Euclides da Cunha.<br />
• 1969/1970 - Secretário do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, da USP. Militância política clandestina de oposição ao regime militar.<br />
• 1971/1976 - Preso político em São Paulo, um dos 34 signatários do amplo dossiê entregue ao presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, em 1975, com os nomes de 233 torturadores, descrevendo os métodos de tortura, as unidades onde eram praticadas, e apresentando uma primeira lista geral dos assassinados desde 1964.<br />
• 1977/1985 - Co-fundador do Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientia. Professor de programas de formação política para comunidades de base da periferia de São Paulo.<br />
• 1980/1985 - Trabalho na equipe do projeto de pesquisa Brasil Nunca Mais. Autor de alguns capítulos e do texto final do livro publicado pela Editora Vozes, coordenado por dom Paulo Evaristo Arns, cardeal-arcebispo de São Paulo.<br />
• 1983/2003 - Assessor político na Câmara Municipal de São Paulo.<br />
• 1981/2005 - Assessoria política à Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores; Membro da coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva; Deputado constituinte (em 1986); Equipes de coordenação do Projeto Juventude (2003 e 2004) e do Projeto Política Nacional de Apoio ao Desenvolvimento Local (em desenvolvimento).<br />
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                                                                                                *Entrevista publicada na Revista Viração<br />
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]]></description> 
					<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 10:46:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Começa em Quebec o 4° Congresso Mundial de Jovens</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/478419</link> 
                    <description><![CDATA[Imagine um lugar onde estão reunidos dezenas de jovens do mundo inteiro, das diversas etnias, religiões e tradições, discutindo pacificamente as principais temáticas juvenis?. Esse espaço é o 4° Congresso Mundial de Jovens, que acontece em Quebec, de 10 a 21 de agosto de 2008 e reúne 500 jovens líderes de 120 países.<br />
Os jovens delegados participantes são referências em seus países por desenvolverem projetos e promoverem ações voltadas para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.<br />
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Ao longo de dez dias, estaremos conhecendo as experiências de sucesso de projetos desenvolvidos pelos jovens de vários países. Um dos objetivos do encontro é promover a troca de experiências entre os jovens de todo o mundo. A principal meta desse Congresso é promover o desenvolvimento liderado pelas juventudes, chamando a atenção de governos e agências de cooperação internacional para os jovens, de forma a conhecer o quanto fazem (e o quanto podem fazer) para ajudá-los em seus esforços para alcançar os objetivos das Metas do Milênio, traçadas pela Organização das Nações Unidas.<br />
<br />
A idéia é buscar as melhores práticas em matéria de liderança juvenil para o desenvolvimento e criar estratégias para mobilizar uma maior quantidade de jovens nesse processo.<br />
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Participam do Congresso jovens artistas, jovens ativistas e jovens jornalistas.<br />
A Delegação Brasileira é composta por jovens de diversas cidades do Brasil. ( Ionara Silva, Brasília; Helena Gomes, Minas Gerais; Efraim Neto, Bahia; Ramatis Radis, São Paulo; Paulo Farine, Paraná; Cris Siqueira, São Paulo; Daniel Farini, Minas Gerais, Felipe Rabelo e João Felipe Scarpelini). <br />
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]]></description> 
					<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 11:25:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Juventude Rural</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/478395</link> 
                    <description><![CDATA[Jovens de comunidades rurais do entorno do Distrito Federal estão fazendo a diferença. Essa galera integra um dos grupos do Consórcio Social da Juventude Rural Brasileira que capacitou milhares de jovens em todo o país com o objetivo de fortalecer através de oficinas, a participação social, política, cultural e econômica da juventude rural além de estimular o fomento de redes de jovens e a ressignificação da cultura e dos costumes do campo. <br />
 <br />
No Distrito Federal (DF), cerca de 153 jovens e adolescentes, entre 13 e 26 anos, foram capacitados em oficinas formativas que abordaram temas como: qualificação  cidadão, agroecologia, saúde no campo, cidadania e segurança alimentar. As atividades aconteceram de agosto a dezembro do ano passado e movimentou as comunidades rurais participantes, envolvendo os sindicatos rurais, escolas e familiares. No DF, o consórcio aconteceu na “Comunidade Quilombola Mesquita” (Cidade Ocidental), no assentamento “ União Flor da Serra” ( Planaltina de Goiás) e no “Assentamento Contagem” ( Sobradinho). <br />
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Para a Coordenadora de Juventude da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Distrito Federal (Fetadfe), Carliene Oliveira, os jovens que participaram do Consórcio saíram com a visão de que é possível viver no campo e se auto-sustentar produzindo na própria comunidade. “A saída do jovem do campo para a cidade é cada vez mais intensa. Com o a realização das oficinas do Consórcio, nós conseguimos levar outras possibilidades para a juventude do campo. Hoje eles percebem que podem viver do que produzem”. <br />
Para Carliene, o maior desafio é combater o êxodo rural. “Se o Estado, juntamente com as organizações da sociedade civil oferecem oportunidades para que esse jovem não abandone o campo, ele certamente irá permanecer na sua comunidade. É preciso fazer um esforço coletivo”, afirma. A FETADFE foi à executora do Consórcio no DF e acompanhou diretamente todas as etapas do projeto. <br />
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Jovens mais participativos e conscientes<br />
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Jovens do assentamento União Flor da Serra, que fica a 170 KM da Capital Federal, estão ansiosos para implantar o projeto da agroindústria que visa a produção de doces de frutas nativas da região como manga, caju e mangaba. A idéia surgiu na oficina de Produção de Mudas, e tem como principal objetivo gerar renda para os jovens da comunidade. <br />
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Para Ronaci de Souza, 23 anos um dos líderes do grupo, o Consórcio foi uma oportunidade de adquirir conhecimento. “As oficinas contribuíram muito com a nossa formação social. Abriu a nossa visão pra vários assuntos que não tínhamos acesso como a questão de gênero, saúde e sexualidade”. O jovem é um dos multiplicadores de conhecimento do assentamento. Todo curso, oficina e palestra que participa, ele tem que repassar os aprendizados para a comunidade. Ronasci afirma que esse é um trato entre todos. “Não adianta ir, participar e não disseminar os aprendizados para os nossos colegas de assentamento e para a família. Tem que ter cooperação e solidariedade, por isso, somos chamados de multiplicadores”. <br />
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Já Vitor Coelho dos Santos, 20 anos, enfatiza que entre os aprendizados, o que mais marcou foi à oportunidade de socialização, de fazer novos amigos e conhecer pessoas de outros assentamentos que passam pelas mesmas dificuldades que ele. “A poucos quilômetros daqui, tem jovem que acredita nos mesmos sonhos que a gente, e é legal poder ter esse tipo de espaço para aprender coisas novas, conhecer a realidade de outros assentamentos e poder trocar experiências. As vezes a gente tem uma dificuldade aqui, que eles já encontraram a solução. A idéia é fortalecer esse tipo de vivência para todo mundo poder se ajudar”, afirma o jovem. <br />
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Os jovens do assentamento se queixam da falta de apoio financeiro. O projeto da Agroindústria ainda não foi implantado porque não existe nenhum tipo de apoio na região. “A gente só vai conseguir implantar a agroindústria, e assim, gerar renda para a nossa comunidade se tivermos apoio e recursos financeiros para iniciar o projeto”, enfatizam. Para Vitor Coelho, falta incentivo do governo e de quem tem dinheiro. “É preciso que os governantes olhem para a juventude do campo. Senão quem vai produzir os alimentos que se consomem na cidade”? <br />
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Carliene afirma que o Consórcio oferece uma qualificação cidadão. “O que nós percebemos é que os jovens estão mais participativos e se envolvendo nas discussões do sindicato rural, na busca de soluções para os problemas do assentamento e essas reflexões são importantes pra toda a comunidade”, pondera.  <br />
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A participação política é também um indicador de que os objetivos do Consórcio foram alcançados. O Presidente do Sindicato Rural de Planaltina de Goiás, Augusto Silva acredita que a questão política está mais forte nas conversas dos jovens do assentamento. “Eles tem consciência da importância do voto e de se estar atento no discurso dos candidatos nas campanhas eleitorais, para poder cobrar depois as promessas de campanha”, ressalta. <br />
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Mesmo com todas as adversidades, é notável a sede de transformação dos jovens que vivem no campo. Para Vitor e os demais jovens da comunidade, engana-se quem imagina que todo mundo que mora na roça que ir embora. Pelo contrário, em suas comunidades, estão livres da violência urbana, da poluição e podem comer do que plantam. É preciso uma política pública eficiente, que garanta o direito a educação, a cultura, o acesso à saúde, ao lazer, a segurança. Os jovens que vivem no campo são também cidadãos, sujeitos de direitos e merecem que as suas especificidades sejam respeitadas.  “ Meu maior desejo é poder cursar uma faculdade sem ter que ir embora da minha terra. O campo oferece oportunidades de crescimento muito melhores do que na cidade, porque aqui nós cultivamos a cooperação, o sociativismo, estamos em contato direto com o meio ambiente e os recursos naturais. O que falta mesmo é o governo garantir a igualdade de direitos entre todos”, afirma Vitor Coelho. <br />
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]]></description> 
					<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 12:20:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Pensando alto... Os pensamentos de McLuhan</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/478387</link> 
                    <description><![CDATA[A era dos meios eletrônicos aproxima as comunidades de todo o mundo. Diz ele que "dispomos de um mundo de humanidade. Os brancos estão preocupados com as revoltas nos ghettos e com o clamor dos negros contra a sua condenação ao desemprego, às favelas e à discriminação,... a tecnologia está nos forçando à Irmandade. O mundo está se transformando em uma aldeia, dotado de relações de parentesco que caracterizavam as aldeias tribais primitivas." <br />
Ele defendia que a guerra é apenas uma forma rude de equilibrar culturas e que sempre foi "o lançamento apressado de produtos industriais no mercado inimigo até o ponto de saturação. Na realidade, podemos encarar a guerra como sendo o processo de equilibrar tecnologias desiguais."<br />
Em sua análise da sociedade McLuhan exprime uma certa piedade por Marx que, segundo ele, estava obcecado pelos problemas de como as pessoas produziam e distribuíam as necessidade da vida que ficou inconsciente de que os meios de comunicação e não as pessoas eram as forças impulsoras reais da história. Para ele não há motivo para o alarde mundial contra o desemprego porque no futuro a automatização irá deixar mais gente sem trabalho e isto nos levará a um futuro onde todos seremos ricos, não precisaremos trabalhar e nossa maior preocupação será encontrar alguma forma de ocupação ou em que gastar nosso dinheiro. <br />
Porém Marx e McLuhan concordam num ponto: a sociedade primitiva tribal tinha algumas qualidades que desapareceram com o desenvolvimento humano e tendem a reaparecer no futuro sobre uma nova forma.<br />
<br />
]]></description> 
					<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 10:16:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>ANSEIOS DA JUVENTUDE</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/478381</link> 
                    <description><![CDATA[Pesquisa revela o que querem e o que pensam os jovens latino-americanos.<br />
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Já se foram os tempos em que ser jovem era sinônimo de alienação. Hoje juventude é muito mais do que uma fase da vida. <br />
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em toda a América- Latina vivem cerca de 106 milhões de jovens. Só no Brasil, os jovens correspondem a 20% da população. São cerca de 34 milhões de pessoas, de 14 a 24 anos que estão aquém das políticas públicas.  Falta emprego, educação de qualidade, qualificação profissional, lazer, acesso a cultura, entre outras necessidades básicas. <br />
<br />
A pesquisa  “Juventude e Integração Sul-Americana” realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), divulgada no último mês de fevereiro no Palácio do Planalto, apontou as principais reivindicações dos jovens brasileiros e de mais cinco países da América do Sul.  A pesquisa ouviu 960  mil jovens e especialistas na Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia.   <br />
<br />
Por meio de grupos de discussão e entrevistas, os pesquisadores ouviram grupos de jovens, a grande maioria ligada aos movimentos sociais, sindicatos, grupos culturais juvenis - desde filhos de desaparecidos políticos da ditadura na Argentina a cortadores de cana que migraram da região nordeste para o sudeste do Brasil. O objetivo da pesquisa foi ouvir os anseios dos jovens e pautar as políticas públicas voltadas para a juventude na América Latina.  <br />
<br />
Ao longo de 2007, os pesquisadores percorreram o continente em busca das respostas para a pergunta “O que pensam e o que querem os jovens latino-americanos?”. <br />
Uma educação pública de qualidade voltada para a qualificação e inserção no mercado de trabalho, mais acesso as tecnologias de informação e comunicação, lazer e cultura, foram respostas quase que unânimes em todos os países.<br />
Segundo a pesquisadora Regina Novaes, o que mais chamou atenção na pesquisa foi à revelação de que os jovens acreditam no Estado. <br />
 “A maioria dos jovens afirmaram que é fundamental que o governo cumpra o seu papel para que as políticas públicas aconteçam de fato. Os jovens estão tendo mais noção de que é preciso estabelecer políticas específicas para esse seguimento, o que acaba impulsionando uma atuação maior das juventudes nos espaços políticos” afirma a pesquisadora. <br />
<br />
Para a estudante do ensino fundamental, Priscila Nunes de 19 anos, empregada doméstica em uma cidade satélite do Distrito Federal, o maior desafio da juventude hoje é conseguir um bom emprego. “Para ajudar nas despesas de casa eu preciso trabalhar o dia todo. Estou tendo dificuldades na escola porque tenho que trabalhar durante o dia e ainda estudar a noite. Não sei até quando vou conseguir conciliar”, ressalta. Para Priscila, se o governo cumprir o seu papel de dar educação pública de qualidade e qualificação profissional para os jovens, as coisas seriam mais fáceis. “Se eu tivesse tido oportunidade de estudar mais cedo, hoje eu estaria fazendo uma faculdade, não estaria tendo que trabalhar na casa dos outros para sobreviver”.  <br />
<br />
Assim como Priscila, milhares de jovens em todo o Brasil enfrentam as mesmas dificuldades e reclamam da falta de oportunidades. <br />
O Secretário Nacional de Juventude, Beto Cury, afirma que os Programas realizados pela Secretária vão de encontro com os anseios apresentados na pesquisa. “ O Brasil tem uma dívida histórica com a Juventude, tem muita coisa para ser feita e a nossa avaliação é que estamos indo no caminho certo”,  pondera o secretário. <br />
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]]></description> 
					<pubDate>Thu, 15 May 2008 09:05:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://ionara.tigblog.org/post/478381</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>UNIP Brasília realiza a sua Iª Semana de Jornalismo</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/478389</link> 
                    <description><![CDATA[<br />
A Iª Semana de Jornalismo da Universidade Paulista, campus Brasília reuniu alguns dos principais nomes do jornalismo brasileiro. O evento aconteceu nos dias 7 e 8 de abril de 2008, no auditório Ulisses Guimarães  e contou com a presença do comentarista da TV Globo, Heraldo Pereira, a colunista do jornal Folha de São Paulo, Eliane Cantanhêde, os colunistas do jornal O Globo, Merval Pereira e Jorge Bastos Moreno que também é professor da instituição.<br />
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O comentarista Heraldo Pereira, fez uma explanação sobre a era da comunicação e ressaltou as novas formas de fazer mensagem jornalística com o advento das novas tecnologias. “O jornalismo televisivo tem sido potencializado com outras linguagens. É preciso enriquecer o conteúdo utilizando outras mensagens como a dramaturgia e a computação gráfica”. Heraldo Pereira exemplificou a sua fala com a série sobre política “E eu com isso”, exibida recentemente pelo Fantástico e que utilizou como recurso, a participação de uma atriz para facilitar a compreensão do telespectador. Já a colunista Eliane Cantanhêde, enriqueceu o debate com a sua experiência e afirmou que o jornalista precisa se reciclar o tempo inteiro. A jornalista falou do universo de atuação que se tem hoje com o crescimento das assessorias de imprensa e do jornalismo on-line.  “ O bom jornalista é capaz de falar de qualquer assunto. É preciso ter maleabilidade e alto grau de perfeição técnica”. <br />
Para o colunista Merval Pereira, o jornalismo evoluiu muito. Ele conta que não era tradição da imprensa brasileira escrever bem e que não se tinha visão empresarial.  O jornalista afirma que o Jornal Folha de São Paulo fez uma revolução no jornalismo se consolidando como empresa jornalística. Merval afirma que com a projeção da internet, o jornal impresso não perdeu força na formação da opinião pública. “Os jornais continuam representando a elite e formando opinião pública sim, porque alimenta os direitos das pessoas, principalmente da classe média”. <br />
Quando questionado se existe a possibilidade do jornalismo impresso desaparecer, Merval afirmou que assim como os livros não desapareceram, o jornal também seguirá pelo mesmo caminho. “É uma maneira tradicional e intelectualizada de ler”, pondera o jornalista. <br />
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					<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 20:25:00 EDT</pubDate> 
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                    <title>Maioridade Penal</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/478391</link> 
                    <description><![CDATA[<br />
Organizações protestam contra projetos de lei que prevêem a redução da maioridade penal e criticam a forma como a imprensa trata o assunto. <br />
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O Congresso Nacional voltará a ser palco de uma das discussões mais polêmicas dos últimos anos. A Proposta de Emenda Constitucional N° 20 que tramita no Senado Federal desde 1999 e que propõe a alteração do artigo 228 da Constituição Federal, reduzindo para 16 anos a maioridade penal, deverá ser votado em 1° turno a qualquer momento. O assunto é motivo de confronto entre o parlamento, especialistas, entidades de proteção aos direitos da infância e a sociedade como um todo.<br />
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Redigida pelo relator da Comissão de Constituição e Justiça, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a proposta estabelece que, para ser enviado ao regime prisional, o adolescente deve ter cometido tráfico de drogas, prática de tortura ou crimes hediondos como seqüestro, homicídio qualificado e ter ciência do ato cometido.  A decisão da CCJ surpreendeu cidadãos e órgãos defensores dos direitos da criança e do adolescente. “Se a cadeia não educa, a rua também não educa. Então entre ficar na rua que não educa, e na cadeia que também não educa, eu prefiro que fique na cadeia”, justifica o senador. <br />
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Fora do Congresso, a discussão tem tomado conta das ruas.  Algumas pesquisas de opinião tem mostrado que a sociedade civil é, em sua maioria, a favor da redução da maioridade penal. Já para os principais movimentos e entidades de defesa dos direitos humanos é o de que não se deve mudar uma lei que não se teve dispositivos efetivamente implementados desde a sua criação. Esta lei é o Estatuto da Criança e do Adolescente ( ECA), criado em 1990. “ Para superarmos a violência, há que se garantir emprego, educação de qualidade e um grande enfrentamento ao tráfico de drogas. A maioria dos adolescentes que se encontra em conflito com a lei não teve acesso a educação, desde muito cedo, tiveram as ruas como espaço de sobrevivência, sendo explorados no trabalho infantil”, explica Julia Deptulski, vice- presidente do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do adolescente ( CONANDA).  De opinião semelhante compartilha o juiz da Infância e da Juventude, Leoberto Brancher, que sugeriu uma inversão do debate sobre a proposta de redução da maioridade penal no país. Segundo o juiz, as leis do ECA, que  prevêem as medidas sócio-educativas, são um modelo de ressocialização exemplar  e deveriam ser ampliadas a jovens de até 21 anos que cometeram crimes leves. De acordo com Leoberto Brancher, algumas medidas para enfrentar a violência já foram propostas há bastante tempo e por diversas entidades. Dentre as propostas, o encaminhamento de um projeto de lei de regulamentação da execução das medidas sócio educativas, parado na Casa Civil; a imediata implementação do Sistema Nacional de Atendimento Sócio Educativo  (SINASE); e que o Estado forneça as condições para a efetiva implantação dos dispositivos contidos no ECA. <br />
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Para o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanuchi, a solução não está na fórmula repressora. É preciso investir em educação em Direitos Humanos. “Há pouco tempo atrás uma herdeira da empresa Gerdau foi assassinada por um adolescente. Um certo jornal do Rio de Janeiro colocou em primeira página a foto do menor descumprindo o ECA. Na legenda da foto havia a seguinte afirmação: O jornal tem consciência de que a lei brasileira proíbe a divulgação de fotos de adolescentes  infratores, porém para expressar a indignação da sociedade brasileira esse jornal resolveu divulgar a foto. Ou seja, violou a lei para surfar na onda da indignação do leitor que vê na morte da mulher rica e bonita motivos para diminuir a maioridade penal” analisou o ministro. <br />
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Para o oficial de Relações Institucionais do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Mário Volpi, explica os motivos: “Quando você faz uma simplificação da proposta, as pessoas são a favor, mas quando você dá mais elementos, elas tendem a escolher outra alternativa e não a redução. Há uma visão utilitária da opinião pública para alguns temas que interessam a um grupo da sociedade. Esse grupo se vale da comoção nacional provocada pelo sensacionalismo da mídia por causa da gravidade de atos cometidos por alguns adolescentes”. <br />
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O ministro Paulo Vanuchi  afirma que o debate sobre a maioridade penal só volta a ser discutido por todos quando um crime de alta complexidade é cometido por um menor  e ganha destaque na imprensa. “Reduzir a maioridade penal depois da ocorrência de um crime chocante, ajuda a vender jornais, aumenta a audiência e gera muita polêmica. Ao contrário do que muita gente pensa crianças e adolescentes que cometem atos infracionais não estão imunes” afirma.<br />
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A constituição federal deixa claro que “ são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos as normas da legislação especial” ( Art. 228). A legislação especial a que o texto se refere é o Estatuto da Criança e do adolescente ( ECA).<br />
Conforme o ECA,  em nenhuma hipótese será aplicada a internação, havendo outra medida adequada. Ela só poderá ser aplicada “I – tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência à pessoa; II – por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta. O Estatuto estipula ainda que durante a internação será obrigatório a realização de atividades pedagógicas  e dita as regras para determinar o tempo máximo do regime de privação.<br />
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					<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 07:21:00 EDT</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>Brasília realiza conferência livre em uma unidade sócio-educativa</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/478401</link> 
                    <description><![CDATA[<br />
Brasília é a primeira cidade brasileira a realizar uma conferência livre em uma unidade sócio-educativa.<br />
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Liberdade. Essa é uma das maiores reivindicações dos adolescentes e jovens internos que cumprem medida sócio-educativa no Centro de Atendimento Juvenil Especializado ( Caje). Por outro lado, os próprios jovens afirmam que é preciso “pagar” pelos erros que cometeram e que isso não implica em deixá-los a margem da sociedade. <br />
“ Para mim isso aqui não é ressocialização, é mais punição porque somos avaliados o tempo todo por um juiz que nem vê a cara da gente”, declarou um adolescente interno na plenária que deu início a primeira conferência livre em uma unidade sócio-educativa no Brasil.  <br />
 A iniciativa integra as atividades regionais preparatórias para a 1ª Conferência Nacional de Juventude. A idéia de realizar a conferência livre partiu da Subsecretaria de Juventude do DF e contou com a participação de movimentos e organizações de juventude. Cerca de 50 adolescentes internos foram reunidos no auditório da instituição para falarem o que pensam e o que querem como política pública. <br />
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Para o secretário da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF, Raimundo Ribeiro, é preciso ouvir todos os segmentos da sociedade para formular políticas públicas de juventude que atendam a todos. “Durante muito tempo as pessoas queriam esquecer que o Caje existiu. Esse momento é super importante para nós, o Estado, ouvirmos o que vocês querem e o que esperam do futuro” afirma o secretário para os participantes. <br />
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Durante a plenária inicial, várias questões foram levantadas pelos adolescentes. Algumas relacionadas à alimentação, outras ao lazer, saúde e sexualidade. Uma outra adolescente reivindicou mais oficinas profissionalizantes. “ Apenas os meninos tem oficinas. A gente quer aprender a fazer alguma coisa que nos ajude a ganhar a vida lá fora. Não custa nada ter oficinas de cabeleireiro ou manicure”, reclama a adolescente. <br />
Os jovens foram divididos em grupos temáticos onde puderam expor os seus anseios e opiniões. <br />
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Raimundo Ribeiro afirmou que o Governo do Distrito Federal está empenhado em garantir os direitos da juventude, em especial, dos jovens que cumprem medida sócio- educativa. “O Estado tem a obrigação de encontrar caminhos para que esses jovens possam sair daqui e encontrar um ambiente propício para o seu desenvolvimento, para estudar, trabalhar e ter lazer”, ressalta o secretário. <br />
De acordo com a diretora do Caje, Heloísa Maíra, atualmente 312 adolescentes e jovens cumprem pena na instituição. A diretora avalia o encontro como sendo muito importante para a auto-estima dos internos. “ Essa foi uma grande oportunidade de interação. Para eles, ouvir pessoas de fora faz toda a diferença. São momentos como esses que os faz lembrar que eles são jovens, que são cidadãos e que existe uma outra vida lá fora”, afirma Heloisa.   <br />
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					<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 12:32:00 EDT</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>UM OUTRO BRASIL</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/318935</link> 
                    <description><![CDATA[Cerca de 20 comunicadores de todo o país viajaram pelo sertão do Ceará conhecendo de perto as iniciativas de sucesso de convivência com o semi- árido.<br />
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Realizada  pela ONG Cataventos Comunicação e Educação e a Rede Andi Brasil, a Oficina Itinerante, que aconteceu de 26 a 30 de novembro de 2007, integra as ações do Projeto Comunicação Para o Desenvolvimento: Mídia, Criança e Adolescente no Semi-Árido Brasileiro e tem como objetivo apresentar o Semi-Árido como região de gente que vive e convive com a seca, desfazendo o imaginário coletivo de um ambiente infértil e de miséria absoluta.  <br />
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Desde 2006, a Rede ANDI Brasil concentra sua atuação no projeto Comunicação para o Desenvolvimento que reúne uma série de ações focadas numa das regiões onde o desafio de promover e garantir os direitos da infância e da adolescência se torna muito maiores. <br />
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De acordo com Ana Márcia Diógenes, Oficial de Comunicação do Unicef, o problema do nordeste não é a seca e sim as cercas. “O que falta no semi- árido é investimento em infra-estrutura, ausência de políticas básicas de saúde, educação, assistência social, escassez de programas de geração de emprego e renda. É uma dívida social histórica”, comenta Ana Márcia Diógenes.<br />
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Em todo o semi- árido vivem cerca de 13 milhões de crianças e adolescentes e 75% delas vivem em situação de extrema de pobreza.  Já na região sudeste, esse número cai para 30%, o que reforça a ausência do estado e da promoção dos direitos da infância na região nordeste. <br />
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Se tratando de pobreza e renda, as crianças entre 0 e 6 anos são as que mais sofrem com a distribuição de renda. Cerca de 55% das famílias com crianças nessa faixa etária vivem com apenas ½ salário mínimo. Em relação às crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, os números não mudam muita coisa, 50,0% vivem na mesma situação. <br />
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Crianças aprendem na escola que é possível viver no semi- árido  <br />
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Contradizendo os números, as notícias, a falta de políticas públicas e o imaginário popular de que no nordeste só existe miséria e que todo mundo que mora lá que ir embora, as crianças da Escola de Família Agrícola Dom Fragoso, do município de Independência, que fica a 315 KM de Fortaleza dizem que são felizes e só reclamam da falta de oportunidades. <br />
A EFA nasceu de um sonho de trabalhadores e trabalhadoras rurais do município de Crateús de conquistar a terra e ter uma vida descente no semi- árido.  A Escola acolhe filhos e filhas de trabalhadores/as rurais, indicados pelas comunidades, assentamentos e organizações. A escola já tem 7 anos e conta com 72 alunos/as de 33 de comunidades de 9 municípios da região. <br />
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A escola adotou a pedagogia da alternância. A cada duas semanas as crianças voltam para a escola onde estudam, cuidam da casa, da horta, dos criatórios, da arborização, praticam esportes e convivem umas com as outras. Nas outras duas semanas ficam em casa com a família, onde desenvolvem o Plano de Estudo, pesquisam e levantam os problemas da comunidade e pondo em prática os aprendizados adquiridos na escola.  <br />
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Para a estudante Adriana Moreira, 12 anos, a escola é a única oportunidade que as crianças têm na região. “ Eu não quero ir embora daqui, gosto muito de estudar na EFA. A gente aprende muito, brinca, convive com os outros alunos  e depois pode levar de volta para a comunidade. Aqui eu aprendi a plantar e na minha casa tenho uma horta que eu cultivo vários coisas”, comenta sorrindo e muito orgulhosa. <br />
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Para a professora Idelzuith Borges, o conhecimento adquirido na escola vai contribuir para o crescimento social e pessoal de cada um. “Eles vão levar uma bagagem de conhecimento muito grande. Aqui eles aprendem a lidar  com a terra e passam a ter consciência da importância de preservar o meio ambiente onde vivem e que  é possível viver no sertão” afirma a professora. <br />
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A Escola de Família Agrícola Dom Fragoso conta com parcerias fundamentais como a Comunidade Franciscana – Alemanha, Amigos da Itália, Pe. Sartorel, Share-Canadá/Suíça e o Projeto Dom Helder Câmara.   <br />
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Comunidade Unida <br />
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Muita coisa mudou depois que os moradores da comunidade de Várzea do Toco, que fica a 42 KM do município de Independência se articularam para tentar melhorar a vida na comunidade. Por meio da Associação de Moradores foi possível tornar realidade a construção de mandalas, dos quintais produtivos, das hortas comunitárias além das cisternas de placas. Entre as experiências de sucesso tem-se a mandala que é uma cisterna de irrigação circular de baixo custo que facilita a produção de alimentos de subsistência. O objetivo do projeto Mandala  é atender às necessidades locais desenvolvendo um modelo de agricultura familiar  baseado no empreendedorismo e na cultura da cooperação. A metodologia já foi implantada em nove estados (MS, MG, PB, AL, RO, CE, SE, PI E MA) promovendo o desenvolvimento local, integrado e sustentável. <br />
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Uma outra iniciativa que chama bastante atenção é o Grupo Jovem da comunidade. O grupo conta com a adesão de 25 jovens de 15 a 20 anos onde juntos, realizam algumas atividades em grupo. Uma delas é a celebração que é realizada todos os domingos onde os jovens se reúnem para cantar, rezar e jogar conversa fora. <br />
Edilvania Gonçalves, 19 anos faz parte do grupo e sonha em fazer uma faculdade para voltar e ensinar o que aprendeu para os outros jovens. “ A vida aqui é um pouco difícil. O que mais sinto falta é estudar. Já terminei o ensino médio e se eu quiser fazer uma faculdade vou ter que ir embora. Sem falar na dificuldade em arrumar emprego na cidade, a gente sai daqui e a única coisa que tem para fazer é ser doméstica” comenta a jovem.<br />
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Cada membro da associação tem uma atividade. Uns cuidam das hortas, outros dos quintais produtivos, dos viveiros de mudas. Nice Nóbrega, 21 anos já terminou o ensino médio e é responsável pelo viveiro de mudas. “Sou muito feliz porque aqui eu moro com a minha família. Acordo todos os dias muito cedo, ajudo a minha mãe em casa e depois vou cuidar do viveiro. O que mais reclamo é porque não tenho onde estudar. Isso corta meu coração e eu não quero sair daqui. Não temos violência, comemos o que plantamos e fazemos o que os outros jovens fazem. Temos festas muito boa, eu num perco uma”, comenta aos risos Nice Nóbrega.    <br />
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As experiências que tivemos a oportunidade de conhecer só reforçam que quando se têm investimento em infra-estrutura e formação, as comunidades conseguem viver do que plantam. O que falta é incentivo, políticas públicas e um olhar diferente do resto do Brasil para a região nordeste, porque otimismo eles já tem de sobra,  é a palavra que melhor representa a nação do sertão nordestino.  <br />
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					<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 12:14:00 EST</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>Roteiro Ionara Silva Por Marcio Baraldi</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/318929</link> 
                    <description><![CDATA[]]></description> 
					<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 12:03:00 EST</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>Jornalismo Econômico</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/317703</link> 
                    <description><![CDATA[<br />
Jornalismo Econômico <br />
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Quem nunca ficou com medo ou receoso ao ouvir e ver nos jornais e na televisão afirmações de que a inflação subiu, o dólar caiu, a bolsa fechou em alta, o déficit primário despencou, o Produto Interno Bruto aumentou no país. <br />
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E CPMF? O que é isso? Qual o impacto que a prorrogação da CPMF vai ter no bolso do contribuinte. Para quem acha que o tema economia é coisa só de economistas, executivos, empresários, técnicos do governo ou profissionais do mercado financeiro, está completamente enganado.  Pelo menos é o que afirma a jornalista Suely Caldas em seu livro “Jornalismo Econômico”.  <br />
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O livro apresenta uma forma diferente de ver o jornalismo econômico. O que para muitos pode parecer apenas um código cifrado, um emaranhado hermético de gráficos e números destinado apenas à leitura de iluminados e especialistas, é de fato um guia de sobrevivência indispensável para nossa vida cotidiana: é lá que estão às notícias sobre juros e inflação, tarifas públicas e aluguel, golpes e trambiques, sobre o preço da carne e do feijão, o emprego perdido e o salário reduzido.<br />
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Segundo a autora, o que tornou o jornalismo econômico chato e incompreensível foi o próprio jornalista que passou a repetir, muitas vezes sem entender, informações com uma linguagem repleta de termos técnicos em inglês, tabelas e gráficos complexos e os repassava ao leitor, sem ele mesmo conseguir interpretar.  <br />
A linguagem jornalística é uma só, seja para falar de um acidente de carro, um confronto entre policiais e traficantes e até mesmo sobre o Produto Interno Bruto, o índice de inflação ou o investimento no setor aéreo. O Jornalista que não consegue passar a informação clara e precisa para o leitor não está cumprindo a sua função de informar. <br />
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A autora inicia o livro com dois capítulos descrevendo o início do jornalismo econômico relacionando-o ao surgimento da imprensa. Não existem relatos de jornais que não abordassem a economia.  O jornalismo econômico esteve presente em tempos de censura, ditadura militar, democracia, no monopólio da cafeicultura e em todos os principais momentos políticos e econômicos da história do Brasil e do mundo. Não dá para falar em capitalismo sem falar em economia.  <br />
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Com raríssimas exceções, até o final dos anos 50 não havia imprensa independente no Brasil. Todos os jornais e revistas eram ligados ao poder público e dele dependiam financeiramente. Os livros biográficos de Samuel Wainer, Nelson Rodrigues e Assis Chateaubriand descrevem inúmeros casos de publicações que se sustentavam com a ajuda financeira de algum político, ou criadas com crédito (na verdade doações) do Banco do Brasil, devidamente autorizado pelo presidente da República, amigo do dono. <br />
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Assim, a pauta jornalística obedecia ao critério do interesse político do financiador. Se o jornalismo não era independente, tampouco o jornalista, que desfrutava de privilégios do Estado, como desconto em passagem aérea, preferência na fila para obter telefone e, sobretudo, um bom emprego público e isenção do Imposto de Renda.<br />
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Suely Caldas enfatiza que existe um avanço e um direito de publicar sobre a economia de uma forma geral. Ela lembra em seu livro as notícias não publicadas que foram censuradas entre 1973 a 1974, que envolvia assunto do país e do exterior. Ela ressalta que cada jornal ou revista econômica tem formas diferentes de fazer a notícia. Muitas vezes, matérias sobre os mesmos assuntos são pautadas, mas o tratamento acaba sendo diferente de um veiculo para outro. <br />
<br />
O jornalista econômico têm que escrever sobre juros, câmbio, inflação, ações e tarifas sem cair na armadilha da língua que difunde a todos o “ economês”.<br />
 A autora afirma que as páginas de economia dos jornais não são – ou não deveriam<br />
ser-  direcionadas ao senhores de gravata e paletó e sim a todas as classes que compõem a sociedade. É fundamental que os cidadãos se preocupem e queiram saber onde estão sendo aplicados os seus impostos. Somente assim, teremos como cobrar do Governo melhorias nessa ou naquela área específica. <br />
<br />
Ressalto que a cobertura dos meios de comunicação sobre a prorrogação da CPMF - que está em votação no Congresso Nacional- tem sido muito interessante. Vários meios estão vinculado a opinião do governo e da oposição em relação à cobrança do imposto, o que torna possível a compreensão da população e a autonomia para julgar se o imposto deve continuar sendo cobrado ou não. <br />
<br />
 A economia é à base do funcionamento de uma sociedade, e, portanto, é imprescindível que as pessoas entendam seus mecanismos básicos para saber lidar melhor com questões cotidianas e fundamentais, como o preço do feijão e do arroz, a mensalidade da escola e o preço do combustível.<br />
]]></description> 
					<pubDate>Thu, 27 Dec 2007 15:50:00 EST</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>Natividade</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/317711</link> 
                    <description><![CDATA[ <br />
Athos Bulcão contribuiu significativamente para que Brasília fosse reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Sua obra constitui uma galeria de arte a céu aberto embelezando a cidade com os mais de 200 trabalhos de integração da arte à arquitetura. <br />
]]></description> 
					<pubDate>Thu, 27 Dec 2007 13:06:00 EST</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>INDÚSTRIA CULTURAL</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/309211</link> 
                    <description><![CDATA[Falta pouco tempo para começar mais um dia de ensaio no barracão do bumba- meu - boi. Aos poucos os personagens vão chegando e se organizando no espaço. São homens, mulheres, crianças, meninos e meninas, a grande maioria filhos, netos e bisnetos de Seu Teodoro. Muitos moram longe, outros ali perto. Os tambores esquentam, as vozes se fortalecem e logo começa um grande show da cultura maranhense. E se engana quem acha que tudo isso acontece no Maranhão ou em qualquer outra cidade do nordeste. O espetáculo está bem perto da gente, na cidade satélite de Sobradinho onde se localiza o Centro de Tradições Populares. <br />
<br />
A paixão de Teodoro Freire pelo bumba- meu- boi nasceu ainda na infância. O maranhense nascido na cidade interiorana de São Vicente de Férrea teve o primeiro contato com a tradição do folclore nordestino aos oito anos. Embora sua mãe o proibisse de assistir às apresentações por medo de brigas nas ruas, ele não resistia e saia de casa às escondidas. O bumba- meu - boi é uma das mais ricas manifestações do folclore brasileiro e infelizmente pode acabar por falta de incentivo e interesse das novas gerações. “O bumba-meu-boi é a minha vida, tudo o que faço é para manter essa manifestação viva e é por isso que venho me esforçando muito nas últimas décadas, para ver se consigo deixar pelo menos para os meus descendentes para que eles levem adiante”, afirma Seu Teodoro.<br />
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JUVENTUDE  X  CULTURA ESTRANGEIRA <br />
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Em 2006, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura divulgou a pesquisa “Perfil da Juventude Brasileira” onde foi possível traçar um panorama das necessidades básicas da juventude como educação, emprego, saúde, lazer e cultura. Dentre os vários temas abordados na pesquisa, podemos destacar a preferência dos adolescentes pela cultura estrangeira, especialmente os produtos da cultura pop americana. <br />
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O que está em jogo não é apenas a velha questão do nacionalismo. Ao longo de cinco séculos de história, o Brasil acumulou, tanto no plano da cultura popular quanto da erudita, um acervo singular de experiências, que dignificaria qualquer nação do mundo. A cultura popular brasileira não se imobiliza na condição estanque de folclore como ocorre em muitos países da Europa. Os poetas de cordel versejam sobre a robótica, a era virtual, a corrupção e o DNA. Nossa cultura popular é moderna e nossa cultura erudita ou de vanguarda é popular. O grande problema é a ausência de acesso dos jovens as tradições culturais brasileiras provocadas, sobretudo, pela indústria cultural que massacra as manifestações populares. Se depender dos meios de comunicação de massa, um adolescente que quiser conhecer as obras de Cartola, Athos Bulcão, Plínio Marcos, Oswald de Andrade, Glauber Rocha, se verá na condição de exilado no Brasil. A escola é praticamente o único canal de acesso a esses e outros artistas geniais que inventaram, inventam e re-inventam o Brasil e por isso mesmo, a educação para as artes deve ocupar espaço central na formação do cidadão brasileiro.   <br />
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INDÚSTRIA CULTURAL <br />
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Na era da indústria cultural, o indivíduo deixa de decidir por si e passa a viver conforme as regras impostas pelo sistema. O conceito de indústria cultural surge no âmbito das teorias feitas acerca da comunicação, mais concretamente na Teoria Crítica. O termo Indústria Cultural surgiu para substituir a expressão “cultura de massa” no texto iniciado em 1942 e publicado em 1947, por Horkheimer e Adorno. Este texto refere-se ao estudo realizado por estes dois autores que tem por tema: “Os progressos culturais na sociedade americana dos anos 30 e 40”.<br />
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Segundo Adorno*, na Indústria Cultural, tudo se torna negócio. Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais. Um exemplo disso, é o cinema. O que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, agora se tornou um meio eficaz de manipulação. Portanto, podemos dizer que a Indústria Cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel específico, o de portadora da ideologia dominante, e que dá sentido a todo o sistema. <br />
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Para o jornalista Severino Francisco, a indústria cultural apesar de manipular e desmistificar a cultura popular, por incrível que pareça, pode contribuir com a perpetuação, pois permite a reprodutibilidade técnica. Como exemplo ele cita um filme lançado recentemente sobre a vida e obra do nosso grande Cartola. O jornalista explica que a indústria cultural favorece porque aborda alguns fatos importantes do cenário cultural, o problema é a publicidade que manipula. “A nossa cultura popular é muito forte e por mais que a indústria cultural a massifique, será muito difícil extermina – lá porque se mantém viva, a cada geração”, afirma Severino Francisco. <br />
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Fonte: *Wolf, Mauro, Teorias da comunicação, Lisboa, Editora Presença, 1992.<br />
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					<pubDate>Tue, 11 Dec 2007 10:45:00 EST</pubDate> 
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                    <title>Brasil X Semi-Árido: duas nações num só Brasil?</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/309195</link> 
                    <description><![CDATA[Conviver com o semi- árido<br />
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Cerca de 20 comunicadores de todo o país viajaram pelo sertão do Ceará conhecendo de perto as iniciativas de sucesso de convivência com o semi- árido.<br />
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Realizado pela ONG Cataventos Comunicação e Educação e a Rede Andi Brasil, a Oficina Itinerante, que aconteceu de 26 a 30 de novembro de 2007, integra as ações do Projeto Comunicação Para o Desenvolvimento: Mídia, Criança e Adolescente no Semi-Árido Brasileiro e tem como objetivo apresentar o Semi-Árido como região de gente que vive e convive com a seca, desfazendo o imaginário coletivo de um ambiente infértil e de miséria absoluta.  <br />
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Desde 2006, a Rede ANDI Brasil concentra sua atuação no projeto Comunicação para o Desenvolvimento que reúne uma série de ações focadas numa das regiões onde o desafio de promover e garantir os direitos da infância e da adolescência se torna muito maiores. <br />
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De acordo com Ana Márcia Diógenes, Oficial de Comunicação do Unicef, o problema do nordeste não é a seca e sim as cercas. “O que falta no semi- árido é investimento em infra-estrutura, ausência de políticas básicas de saúde, educação, assistência social, escassez de programas de geração de emprego e renda. É uma dívida social histórica”, comenta Ana Márcia Diógenes.<br />
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Em todo o semi- árido vivem cerca de 13 milhões de crianças e adolescentes e 75% delas vivem em situação de extrema de pobreza.  Já na região sudeste, esse número cai para 30%, o que reforça a ausência do estado e da promoção dos direitos da infância na região nordeste. <br />
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Se tratando de pobreza e renda, as crianças entre 0 e 6 anos são as que mais sofrem com a distribuição de renda. Cerca de 55% das famílias com crianças nessa faixa etária vivem com apenas ½ salário mínimo. Em relação às crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, os números não mudam muita coisa, 50,0% vivem na mesma situação. <br />
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Crianças aprendem na escola que é possível viver no semi- árido  <br />
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Contradizendo os números, as notícias, a falta de políticas públicas e o imaginário popular de que no nordeste só existe miséria e que todo mundo que mora lá que ir embora, as crianças da Escola de Família Agrícola Dom Fragoso, do município de Independência, que fica a 315 KM de Fortaleza dizem que são felizes e só reclamam da falta de oportunidades. <br />
A EFA nasceu de um sonho de trabalhadores e trabalhadoras rurais do município de Crateús de conquistar a terra e ter uma vida descente no semi- árido.  A Escola acolhe filhos e filhas de trabalhadores/as rurais, indicados pelas comunidades, assentamentos e organizações. A escola já tem 7 anos e conta com 72 alunos/as de 33 de comunidades de 9 municípios da região. <br />
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A escola adotou a pedagogia da alternância. A cada duas semanas as crianças voltam para a escola onde estudam, cuidam da casa, da horta, dos criatórios, da arborização, praticam esportes e convivem umas com as outras. Nas outras duas semanas ficam em casa com a família, onde desenvolvem o Plano de Estudo, pesquisam e levantam os problemas da comunidade e pondo em prática os aprendizados adquiridos na escola.  <br />
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Para a estudante Adriana Moreira, 12 anos, a escola é a única oportunidade que as crianças têm na região. “ Eu não quero ir embora daqui, gosto muito de estudar na EFA. A gente aprende muito, brinca, convive com os outros alunos  e depois pode levar de volta para a comunidade. Aqui eu aprendi a plantar e na minha casa tenho uma horta que eu cultivo vários coisas”, comenta sorrindo e muito orgulhosa. <br />
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Para a professora Idelzuith Borges, o conhecimento adquirido na escola vai contribuir para o crescimento social e pessoal de cada um. “Eles vão levar uma bagagem de conhecimento muito grande. Aqui eles aprendem a lidar  com a terra e passam a ter consciência da importância de preservar o meio ambiente onde vivem e que  é possível viver no sertão” afirma a professora. <br />
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A Escola de Família Agrícola Dom Fragoso conta com parcerias fundamentais como a Comunidade Franciscana – Alemanha, Amigos da Itália, Pe. Sartorel, Share-Canadá/Suíça e o Projeto Dom Helder Câmara.   <br />
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Comunidade Unida <br />
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Muita coisa mudou depois que os moradores da comunidade de Várzea do Toco, que fica a 42 KM do município de Independência se articularam para tentar melhorar a vida na comunidade. Por meio da Associação de Moradores foi possível tornar realidade a construção de mandalas, dos quintais produtivos, das hortas comunitárias além das cisternas de placas. Entre as experiências de sucesso tem-se a mandala que é uma cisterna de irrigação circular de baixo custo que facilita a produção de alimentos de subsistência. O objetivo do projeto Mandala  é atender às necessidades locais desenvolvendo um modelo de agricultura familiar  baseado no empreendedorismo e na cultura da cooperação. A metodologia já foi implantada em nove estados (MS, MG, PB, AL, RO, CE, SE, PI E MA) promovendo o desenvolvimento local, integrado e sustentável. <br />
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Uma outra iniciativa que chama bastante atenção é o Grupo Jovem da comunidade. O grupo conta com a adesão de 25 jovens de 15 a 20 anos onde juntos, realizam algumas atividades em grupo. Uma delas é a celebração que é realizada todos os domingos onde os jovens se reúnem para cantar, rezar e jogar conversa fora. <br />
Edilvania Gonçalves, 19 anos faz parte do grupo e sonha em fazer uma faculdade para voltar e ensinar o que aprendeu para os outros jovens. “ A vida aqui é um pouco difícil. O que mais sinto falta é estudar. Já terminei o ensino médio e se eu quiser fazer uma faculdade vou ter que ir embora. Sem falar na dificuldade em arrumar emprego na cidade, a gente sai daqui e a única coisa que tem para fazer é ser doméstica” comenta a jovem.<br />
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Cada membro da associação tem uma atividade. Uns cuidam das hortas, outros dos quintais produtivos, dos viveiros de mudas. Nice Nóbrega, 21 anos já terminou o ensino médio e é responsável pelo viveiro de mudas. “Sou muito feliz porque aqui eu moro com a minha família. Acordo todos os dias muito cedo, ajudo a minha mãe em casa e depois vou cuidar do viveiro. O que mais reclamo é porque não tenho onde estudar. Isso corta meu coração e eu não quero sair daqui. Não temos violência, comemos o que plantamos e fazemos o que os outros jovens fazem. Temos festas muito boa, eu num perco uma”, comenta aos risos Nice Nóbrega.    <br />
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As experiências que tivemos a oportunidade de conhecer só reforçam que quando se têm investimento em infra-estrutura e formação, as comunidades conseguem viver do que plantam. O que falta é incentivo, políticas públicas e um olhar diferente do resto do Brasil para a região nordeste, porque otimismo eles já tem de sobra,  é a palavra que melhor representa a nação do sertão nordestino.  <br />
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					<pubDate>Tue, 11 Dec 2007 09:45:00 EST</pubDate> 
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                    <title>A ALDEIA GLOBAL</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/271993</link> 
                    <description><![CDATA[	A ALDEIA GLOBAL<br />
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              McLuhan pensava que as novas tecnologias de informação e de comunicação transformariam o mundo em uma enorme aldeia. <br />
Em a La Galaxie Gutenberg, publicada há mais de quarenta anos, McLuhan já<br />
anunciava o acontecimento de uma aldeia global: Essa situação é típica de uma aldeia e, desde o advento dos meios eletrônicos de comunicação, da aldeia global. Também é o mundo da publicidade e das relações públicas que é o mais consciente dessa nova e fundamental dimensão que é a interdependência global (McLuhan, 1962, p. 38). E ele repetiu com força em seguida: A nova interdependência eletrônica recria o mundo à imagem da aldeia global (McLuhan, 1967, p. 67).<br />
               Daremos razão a McLuhan sobre a crescente interdependência do mundo que resulta na melhoria dos transportes e no crescimento das trocas econômicas tanto quanto da expansão das redes de comunicação, iniciadas desde  com as grandes descobertas e a potente ascendência do capitalismo<br />
comercial. Mas a metáfora da aldeia, extremamente será esclarecedora para que possamos compreender o processo de globalização ou mundialização? Depois de amadurecer uma reflexão, a resposta é “não” e me parece necessário procurar em outro lugar que não seja na estreiteza da imagem, em outro lugar que não seja na capacidade de representação, as razões de seu sucesso.<br />
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               A metáfora da aldeia não é adequada para invocar a crescente interdependência do mundo pelo menos por duas boas razões. Primeiro, a imagem da aldeia não dá conta do processo em curso, porque as redes de troca e de comunicação religam sobre tu do as cidades e não as aldeias.<br />
A globalização é, antes de mais nada, o negócio das grandes cidades do planeta. Os habitantes das aldeias e dos campos são pouco integrados ou deixados de lado.<br />
              A segunda razão, ainda mais fundamental, já que a da metáfora da aldeia me parece inadequada, deixa entender que a interdependência seria, na aldeia, maior do que em uma cidade. É o contrário que é verdadeiro, pois nós sabemos, desde os primeiros trabalhos dos pioneiros da sociologia e da economia política, que quanto mais a divisão do trabalho é elaborada em uma coletividade maior é a interdependência entre os seus membros. Não se faz necessário utilizar-se de um longo argumento para demonstrar que a divisão do trabalho é infinitamente mais complexa em uma grande cidade do que em uma aldeia. O individuo da cidade é muito mais dependente dos seus semelhantes que moram no campo. Ele não os conhece pessoalmente, ao contrário do individuo do campo que pode chamar praticamente todos os habitantes da sua comunidade pelo seu nome. De fato, se a metáfora da aldeia global é tão popular, é porque ela tem outros significados, além dos laços reais de interdependência que se desenvolvem no mundo moderno. A aldeia para – entre eles se encontra a maior parte dos leitores de McLuhan e os adeptos da aldeia global – refere-se ao estereótipo do lugar calmo e agradável situado em um ambiente idílico, sem barulho nem poluição, onde vivem em harmonia, amor e amizade os membros de uma pequena comunidade.<br />
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					<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 11:50:00 EDT</pubDate> 
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                    <title>Ética no Jornalismo</title> 
                    <link>http://ionara.tigblog.org/post/269069</link> 
                    <description><![CDATA[<br />
ÉTICA NO JORNALISMO<br />
COMPROMISSO COM A SOCIEDADE<br />
X <br />
INTERESSES <br />
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Segundo o dicionário Aurélio, ética é um conjunto de normas e princípios que norteiam a boa conduta humana, ou seja, ética é um conjunto de valores e regras que regem as relações sociais.<br />
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Antes de ser jornalista o indivíduo exerce na sociedade um outro papel muito importante, o de cidadão. Esse duplo papel - o jornalista e o cidadão- é fundamental para compreendermos como a ética funciona na prática. O jornalista ético jamais irá aceitar uma situação em que ele como cidadão se sentiria desrespeitado ou enganado. Estamos falando de um conjunto de valores morais. Um jornalista não conivente com a corrupção dificilmente aceitaria participar ou omitir um fato dessa natureza.<br />
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A ética no jornalismo vai muito além de um discurso. É um compromisso com a sociedade, é uma responsabilidade com a informação de qualidade, com a fonte e principalmente com a verdade. Em um tempo em que a informação é disputada a tapas, jornalistas e veículos irresponsáveis publicam matérias de cunho pessoal, na maioria das vezes tendenciosas e parciais prejudicando assim, a consolidação da democracia e da liberdade de imprensa. Falar de ética no jornalismo é fundamental porque estamos lidando com a notícia que afeta diretamente os interesses de grupos. Toda e qualquer notícia vai promover o interesse de um grupo da sociedade e por mais que essa notícia seja isenta e se guie pela objetividade e pela busca da verdade, sempre alguns grupos poderão se beneficiar. O problema é que muitas vezes um só grupo acaba sendo beneficiado. É nessa hora que o jornalista tem que manter a imparcialidade e de forma alguma atender a interesses particulares.<br />
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O primeiro artigo do Código de Ética do Jornalista enfatiza: “O acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse”. Não é difícil encontrar grandes veículos que costumam omitir determinadas denúncias por se tratar de interesses políticos e empresariais. O jornalismo antes de tudo é um serviço público prestado à sociedade assim como à educação, à saúde e á justiça. A imprensa tem a obrigação de transmitir notícias de interesse da sociedade assim que apurados os fatos levando em conta os interesses da sociedade como um todo. Uma informação tendenciosa pode provocar danos irreversíveis numa democracia e prejudicar fortemente o processo de consolidação da liberdade de imprensa.<br />
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A ética começa na formação moral e social do individuo, e não em uma sala da universidade e muito menos na redação de um jornal. <br />
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          ]]></description> 
					<pubDate>Tue, 16 Oct 2007 09:26:00 EDT</pubDate> 
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